Personagens:
Bisavó (entre 70 e 80 anos) ; Avó (entre 50 e 60 anos) ; Tia (a caminho dos 30) ; Bisneto (alguns meses).
Bisavó: Tenho pena de não te ver enquanto homenzinho.
Bisneto: Continua a brincar.
Bisavó: Para onde eu for, vou-te proteger. Será que é possível proteger alguém de "lá"?
Bisneto: Continua animadamente a brincar.
Bisavó: Quero te oferecer uns botões de punho que eram do bisavô (falecido há 8 anos) ... Será que no teu tempo se usará botões de punho? Tens que fazer uns buracos na camisa para os usares ...
Tia: Na esperança de aliviar a tristeza implícita e de apelar à renovação - Usará como brincos!
Avó: O pai não o deve deixar.
Isto passou-se algures na semana passada e fez-me pensar na perspectiva individual de cada uma destas mulheres, de três gerações distintas de uma mesma família, face ao seu futuro na relação com este bebé. De forma muito resumida, perante o desenvolvimento e crescimento do bebé, imagino a seguinte atribuição:
Bisavó: Não saberei como será.
Avó: Quero fazer de tudo para saber como será.
Tia: Fantasio como será.
Não sabemos como será
Queremos saber
Queremos viver esta relação.