31 janeiro, 2008
Ao carregar no botão do elevador para descer, pensei que estava com sorte visto ele vir já no 7º andar e no sentido descendente. Quando se abriu a porta, fiquei surpresa por não encontrar ninguém no seu interior, é muito raro andar-se sozinho devido à afluência de pessoas. Tranquilamente, carreguei para o andar da saída. O elevador começou a descer e rapidamente senti um esticão seguido de uma paragem. Pelas minhas contas, estaria entre o meu andar e o inferior. Nessa altura percebo que nunca tinha reparado onde se encontrava o botão de alarme e pareceu-me uma eternidade a minha busca. Antes de o pressionar e induzida pela imagem de um enorme sino, imaginei que iria se ouvir um som estrondoso capaz de interromper o trabalho de muita gente mas não. Para grande desilusão minha, ouviu-se uma espécie de campainha de casa fraquinha e aguda ou no máximo de uma bicicleta potente. Já que esta não tinha muito potencial, decidi usar o meu e carreguei até ... voltar a andar!
Não sei se alguém fez alguma coisa, nunca saberei. O que sei é que quando meti os pés em solo firme senti uma enorme descarga de adrenalina.
Amanhã bem cedinho lá estarei a carregar no botão mas desta vez para subir!
29 janeiro, 2008
Não percebo ...
Estudo revela que maior risco de depressão é aos 44 anos.Um estudo realizado por economistas norte-americanos e britânicos em 80 países sugere que o risco de depressão é maior na faixa dos 40 anos e que as pessoas estão mais vulneráveis ao problema quando estão, em média, com 44 anos.
O trabalho, que será publicado na revista científica Social Science and Medicine, analisou informações de dois milhões de pessoas e descobriu que o padrão é consistente em todos os países analisados.
O estudo constatou que o risco de depressão é menor entre os mais jovens e mais velhos e atinge o seu ponto mais alto na meia idade, aos 40 anos.
«Acontece com homens e mulheres, solteiros e casados, ricos e pobres, com ou sem filhos», esclarece o economista Andrew Oswald, um dos autores da pesquisa.
O estudo, realizado no Darmouth College, nos EUA, e na Universidade de Warwick, Inglaterra, refere que no Brasil o maior risco de depressão ocorre quando se chega aos 47 anos.
Segundo Oswald, as razões para esta consistência no padrão de felicidade ao redor do mundo ainda não são claras.
No entanto, o economista aponta que uma possibilidade é que «as pessoas aprendem a adaptar os seus pontos fortes e as suas fraquezas e quando atingem a meia-idade, conseguem dominar os sonhos impossíveis», afirma.
In Diário Digital, 29 Janeiro 2008
Economistas?
Depressão que não parece ser financeira ...
Que critérios?
No inicio da notícia temos depressão na meia idade e depois dizem que nessa faixa etária têm potencial para dominar capacidades e deprimem-se?
28 janeiro, 2008
Viva o tylenol!
Depois de uma semana onde imperou a ranhosice aguda, consegui controlar os sintomas fugindo à recomendação do antibiótico, correndo ao amigo tylenol que me ajuda sempre que preciso (é raro, felizmente).
Continuo sem perceber porque não é vendido sob as suas múltiplas variantes cá em Portugal quando nos eua é vendido até no aeroporto.
Quem vai ser o querido que no próximo mês me vai trazer uma caixa para reposição da minha farmácia? ;)
27 janeiro, 2008
26 janeiro, 2008
Sou eu sou eu!
Para quem não lê os comentários, hoje o meu querido sobrinho pela primeira vez disse ti e titi. É de salientar que se tratam de"palavras" que lhe ensinei em dezembro, altura em que passou uns dias cá em casa.
A esta velocidade de desenvolvimento, será que irá gatinhar/andar quando nos reencontrarmos? Eu corro para ele!
25 janeiro, 2008
O primeiro telefonema vai para ...
Ontem ao final da tarde, estava eu a fazer pesquisa na internet sobre o número de horas médio gasto na comunicação (ouvir e falar) quando surpreendentemente o telefone esquecido e ignorado fixo tocou mesmo na minha secretária. Com curiosidade, atendi e ouvi uns ah ah únicos, produzidos pelo meu sobrinho e rapidamente comecei a falar com ele. Apesar de ter poucos meses, é prática comum falar ao telefone e sobretudo tentar mete-lo na boca.
Olá bebé! Cucu M.
Não consigo imaginar o que se passará naquele circuito neuronal nessas alturas, como é que do mesmo aparelho saem vozes tão diversas e (já) familiares?! Contudo, dessas vezes todas é costume ser-lhe passado o telefone e não iniciar ele o diálogo.
ah ah uuuê
Nos segundos seguintes, percebo que o telefone já ia a caminho da boca e que por isso a minha irmã teve que intervir e quando me ouviu estranhou dizendo que quem estava a falar com o bebé era a nossa mãe e rapidamente me despachou para ver se haveria alguma chamada em espera. Confesso que não percebi nada do que se estava a passar, até que falei com a minha mãe e percebemos que enquanto ela falava com o neto o mesmo carregou nos botões e fez um telefonema para mim.
Que querido! Nunca usamos aquele número e ele "encontrou-o".
Que fofo, a querer telefonar para a tia!
Foi um daqueles momentos que teve tanto de mágico como de estranho.
... a tia!
23 janeiro, 2008
09 janeiro, 2008
De 8 em 8 anos
Com o pensamento solto, captei situações.
Com o pensamento perdido, encontrei padrões.
Com o pensamento direccionado, perco-me em constatações.
Arco colorido
Voltei a ve-lo ... assim perde a piada, ... gostava mais quando a frequência era menor e mais espaçada.
07 janeiro, 2008
Renovação de conceito
A certa altura por circunstâncias bem definidas da minha vida, aprendi a defender-me através da aplicação do conceito saudade à falta sentida pela morte de alguém, visto ser insustentável na altura ter saudade de tudo o que havia perdido.
Nos dias de hoje tenho vindo a sentir necessidade de proceder à renovação do meu conceito de saudade, com base na inigualável riqueza relacional que deriva da minha relação com o meu sobrinho.
Sinto saudades do meu sobrinho.
Sinto falta de chegar a casa e ser recebida com guinchinhos, abanar de pernas (há quem abane o rabo quando satisfeito) e dos seus bracinhos espontaneamente esticados prontos para me receberem com um indiscritível abraço.
Na hora da partida, tentei lhe explicar que estou e estarei sempre aqui.
Na hora da partida, tentei lhe fazer sentir que estou e estarei sempre aqui.
05 janeiro, 2008
Fenómeno curioso
Hoje vi o arco-íris e recordei a emoção sentida em criança pelo privilégio de o observar.
04 janeiro, 2008
Registos e contextos
Quando circulo tenho por hábito fixar alguns carros. Para perceberem melhor vou dar alguns exemplos:
. no parque de estacionamento do meu trabalho - percebi que um carro estava sempre estacionado no mesmo sítio; é importante esclarecer que estamos a falar de um parque sem lugares reservados e onde circulam centenas de carros. Recentemente percebi que se tratava do veículo de um segurança que tem o primeiro turno, daí estar sempre quando eu chego;
. perto do bairro alto - há um carro preto que muda frequentemente de sítio. Apesar de não passar por lá muitas vezes, já cheguei a ver a dona do mesmo;
. zona de alvalade - há um carro azul bebé;
. etc.
Por si só já é estranho mas tem-se tornado ainda mais porque numa rua onde passo quase diariamente, vive (ou vivia) um senhor que tem (tinha) imenso cuidado com o seu carro, mantendo-o lavado e metendo sempre os espelhos para dentro. Era costume ver o carro estacionado na zona em questão mas desde meados de novembro o carro permanece no mesmo lugar estando inclusivé o espelho lateral partido (!). Sempre que o vejo recordo-me do seu dono e penso no que lhe poderá ter acontecido. Não o conheço, conheço o carro. Estará doente? Terá morrido?
Este post não tem interesse nenhum mas ajuda-me a reflectir sobre a minha necessidade de constância/ permanência dos objectos e representação integral e completa do contexto.
