28 dezembro, 2008

Resposta esclarecedora

Estava quase a sair de uma superfície comercial quando à minha frente ouvi uma menina de cerca de 9 anos a perguntar à mãe:
- Porque se chama inglês?
Perante o silêncio não resisti em desviar a minha rota para a porta seguinte, de modo a ter a oportunidade de ouvir a resposta à questão.
A mãe não respondeu. A menina como qualquer criança interessada, voltou a colocar a mesma pergunta e a mãe disse:
- É espanhol!
Com essa resposta, virei de imediato à esquerda para sair. Se essa mãe for sempre assim, as dúvidas, naquela cabecinha motivada em se desenvolver, serão mais que muitas.

Ho ho ho (está dito)

Acabei por não vos (não sei porque falo no plural, suspeito que não tenho quórum suficiente para tal) contar como correu a minha primeira vez como pai Natal.
A minha irmã só me pedia: por favor não destruas o mito do Pai Natal antes dele o ter!
Correu tudo bem, consegui sair por uma porta e entrar por outra com muita naturalidade e sem dar nas vistas.
Fui bem recebida pelo M, ao ponto de querer vir embora para a rua comigo.
A safadinha da mãe do M quis pôr-me numa situação constrangedora ao oferecer as bolachas em forma de elementos natalícios que eu própria tinha deixado para o pai Natal, sendo me impossível comer com aquela barba envolvente (parte dela engoli).
Esqueci-me de dizer ho ho ho - detalhes! ;)
Consegui tirar fotografia junto à árvore com o M ao colo, para a posterioridade.
Apesar da visita ter sido curta, o M ia fazendo algo que não devia e instintivamente disse "não" com o tom de voz de retalhos e não de pai Natal, como todo o discurso produzido no encontro. O M olhou para mim como se sentisse que havia algo estranho mas consegui não levantar nenhuma suspeita, uf.
A repetir.

Vou fazendo por isso

Ofereceram-me umas cartas espanholas sobre relações, a serem jogadas por casais.
Uma das questões dizia respeito a como imaginariamos o outro daqui a 10 anos.
A ideia de fantasiar entristece-me um pouco visto conduzir a uma análise retrospectiva (sim, solicitam uma coisa e eu parto para a contrária) e concluo que sempre achei que com esta idade estaria mais longe e teria mais do que aquilo que já atingi ...
Para me consolar, denomino os meus "feitos" de movimentos discretos e consolidadores.
Lá chegarei!

Gosto disto

É tão bom estar a estudar no silêncio da noite, pena as oportunidades serem cada vez mais reduzidas.

Não quero cá estar - simplesmente

Com a idade, é cada vez menor a vontade de fazer coisas que não me apetecem.
Há o desejo sustentado e frontal de afirmar: não contem comigo.
Tenho-o feito mas nem sempre me é possível porque tendo a evitar mal entendidos que podem levar a desacordos.
O egocentrismo de outros provoca em mim a vontade de virar costas sem me dar ao trabalho de dar qualquer justificação. Sinceramente, estou saturada de centrações em interpretações erróneas, imparciais e limitadas.
- Fiquem na vossa, enquanto eu nem sequer fico em lado nenhum.

As minhas cruzes!

No nosso movimento solidário na ajuda da mudança, já tivemos duas baixas tendo eu sido uma delas: hoje dei uma monumental queda ao ajudar a transportar um caixote muito pesado, caminhava de costas para o destino e não me avisaram que atrás de mim encontravam-se imensas outras caixas e caixotes igualmente volumosos. A outra baixa, deveu-se ao contágio de gripe (espero que a minha vacina seja adequada à estripe que anda por aí).

25 dezembro, 2008

Foi por pouco

A força do hábito ia me levando a ligar o despertador como habitualmente.

Vazio

Penso em como estará.

Checklist

- Uma viúva.

- Uma divorciada.

- Duas separadas.

- Uma solteira.

Feliz Natal

- Então estrelinha, estás só?

- Não, estou sozinha.

- Sozinha, estrelinha?

- Sim, sozinha a pensar em tudo e em todos por isso jamais poderei estar só.

24 dezembro, 2008

Uma outra nova fase

Este ano tivemos várias baixas familiares por isso seremos muito menos a partilhar o Natal.
Contudo, ao fim de pelo menos 20 anos virá o pai Natal no dia 25 de manhã, encarnado no meu corpo e possívelmente em almofadas (ainda não experimentei a roupa).
Tenho que começar a fazer o esforço de me mentalizar que nada é certo nem constante.

22 dezembro, 2008

Querida bisavó Natal,

O balanço dos primeiros presentes de Natal recebidos, todos eles em contexto laboral, fez-me sentir profundamente velha:
- Não é que ando a receber coisas em cristal?!

Cansaço sem fim

O desgaste é tal que pela primeira vez comecei a questionar se o sonho que me acompanha desde muito pequena, será mesmo o sonho da minha vida.

16 dezembro, 2008

Quatro anos passados

Sensação que devia ter feito mais apesar do muito que fiz.

14 dezembro, 2008

Mudanças alteradas

Ao fim de cerca de 3/4 meses a insistir para me autorizarem a alterar o meu horário de trabalho consegui concretizar esse desejo tendo então passado a entrar 30 minutos mais cedo para sair igualmente mais cedo. O que eu ganhei em termos de qualidade de vida!
A única coisa que custa ligeiramente é perceber ao sair de casa que fui a primeira pessoa do prédio a sair ... somos tantos! Já nem me incomoda o facto de ir com as luzes acesas e assistir ao nascer do sol.
Todos os dias, pessoas do trabalho e família me têm perguntado: mas mudaste mesmo o horário? É que não parece ...
Não sei responder a essa questão porque efectivamente ando a sair mais tarde do que a hora anterior de saída.
Pelo menos não me sinto presa e/ou limitada pelos registos de entrada e saída. Fazer horas a mais sempre fiz, até porque não páro para almoçar.

Interpretações ou comportamentos?

A minha árvore de Natal deve ter um ar tão real que todos os dias e talvez duas vezes durante o dia, o M pegava numa peça tipo um berimbau que levava até à árvore e fazia um movimento muito semelhante ao regar. Achei curioso o gesto.

Cada olhar a seu tempo

Por ter ficado estes dias com o meu sobrinho a meu cargo, fiz uma incursão intensa pelos desenhos animados que costumam dar a horas a que eu ao fim-de-semana durmo alegremente.
A minha observação atenta permitiu concluir:
. estava bem mais interessada do que ele em assistir aos episódisos COMPLETOS (não vi nem um inteiro)
. os bonecos são todos exploradores ou detectives (exemplo: A Casa do Mickey e o Pooh e amigos), lembrando uma espécie de CSI versão little
. há uma grande interactividade, falam connosco e até esperam pela minha resposta (ups, acto falhado de quem respondia a tudo)
. fiquei fã da Minnie a dançar com aqueles sapatos de salto alto enormes. Que bem que ela consegue dar aos pés, leia-se patas
. levantei-me para dançar a música final d' A Casa do Mickey. Alguém consegue resistir?
. eram quase todos episódios de Natal mas na companhia do M consegui até ouvir as músicas
. tinha tanto mais para dizer.
No final do dia de hoje, o M ligou o leitor de dvd (sim, esta geração de crianças vem com um ship qualquer para tudo o que é botões e componentes electrónicas) e não é que tinhamos lá dentro um dvd da Rua Sésamo do meu tempo! (edição de 1989) Cantei, dizia as falas ainda bem decoradas ao fim de 19 anos. Só exclamava: Xiii, lembro-me tão bem disto!
Agora terei mais episódios para ver na esperança de encontrar as músicas: "tenho orgulho em ser uma vaca..."; "eu sou peludo e azul ...", "é bom ginasticar ..." e "o telefone está a tocar ...".
Desagradou-me imensamente uma parte do monstro das bolachas a cantar e depois a atacar as bolachas que tinha no interior da sua bateria e disse alto: Que desperdício, tantas pessoas a morrerem à fome ... Chocaram-me outras coisas mais, lembro-me de ter dito "Bem, isto é um bocado para o sensual/erótico".
O balanço foi bom e não há nada melhor do que se ter um bebé grande encostado a nós no sofá com quem se pode partilhar momentos.

13 dezembro, 2008

Imensa (muitas coisas)

Era uma vez uma gotinha de cloreto de sódio, embora única, continha em si uma vida ...

10 dezembro, 2008

Plim

Confesso que comprei para mim uma varinha mágica fuschia que oscila entre o bonitinha e o saloinha. Quando a trouxe para casa, pensei nas várias situações em que metaforicamente a gostaria de utilizar e reparei que nunca era directamente para mim (continua a não ser e passaram-se uns meses).
O engraçado é que quando era pequena nunca gostei destas coisas de fadas e princesas, achava tudo muito piroso.
Nunca a mostrei a ninguém nem me viram a comprar porque sou discreta e consigo fazer compras com pessoas ao lado sem estas se aperceberem.
Hoje senti necessidade de ir buscar a varinha.
Tenho-a aqui ao meu lado e o meu primeiro desejo é:
- Transformar o pacotinho de açúcar num torrão de açucar capaz de seleccionar tudo aquilo que desejar absorver.

08 dezembro, 2008

Hoje faz um ano - Parte II

Que me tornei na madrinha do M a par com um padrinho fantástico.
Momento inesquecível.
Reconhecimento eternecido das minhas eventuais competências e capacidades.
Agradeço o inesperado convite, para mim seria impensável imaginar por tudo o que passaríamos naqueles quinze dias.
A oportunidade de quebrarmos a má tradição familiar.
Hoje estive lá, sozinha mas a pensar e a pedir por vocês ... outras oportunidades virão... Eu também não esperava por esta, não é verdade?

07 dezembro, 2008

Hmm

Será o nosso circle of life?

Há quem se "irrite" com a minha ausência de curiosidade sobre os presentes que têm para me oferecer.
Este ano já passei ao lado da lista completa de presentes de Natal da minha mãe e não li absolutamente nada porque não sou curiosa, não tenho interesse mas sei quem a leria ;)
Estou é com dificuldade em esperar até ao Natal para dar alguns dos que comprei, nomeadamente um que ladra mesmo.
Sem dúvida que a excitação maior está no dar do que no receber, adoro procurar e criar coisas em consonância com quem irá receber.
Sempre fui assim.
Lembro-me de mal ter começado a receber semanada, guardar dinheiro para comprar presentes nos anos e no Natal para pessoas próximas. Recordo em particular umas bolas de gel de banho que custavam cada uma 80$00 (o meu teclado ainda tem escudos, lindo!) e que só consegui comprar três ou quatro para a minha mãe e talvez duas para a minha ama. A embalagem para mim superou tudo, era de cartão encarnado e formava uma espécie de baú.
Adoro dar e esse gesto sim, gera excitação e curiosidade de ver a reacção da pessoa.

06 dezembro, 2008

Abordagens jornalísticas

Sem querer generalizar e tendo somente em conta a minha experiência: cautela, muita cautela com essa classe profissional.
Mais uma vez conseguiram manipular a informação, dando uma imagem superficial e pisaram o risco ao entrarem no âmbito familiar. Sinceramente, não admito e acho condenável. Qual era o objectivo primário, questiono veemente ...
A partir de agora, só directos (rádio e/ou TV) : é o que é.

Mais um e na mesma época

Quem é quem neste reviver de situações?

03 dezembro, 2008

Sem tempo

Faz-me sentir falhar. Falhar faz-me sentir frustrada. Frustração faz-me sentir desiludida. Desilusão faz-me sentir triste. Tristeza ... fim.
Palm Springs Real Estate