29 abril, 2010
Não voltar a ir a uma consulta médica na véspera dos meus anos e ainda menos ao final da tarde.
28 abril, 2010
Quem diria:
" Hoje quarta-feira é dia Nacional da Prevenção e segurança no trabalho" (capa do Jornal de Notícias de hoje)
A ironia fez-me sorrir, confesso.
Onde posso encontrar um sorriso?
Alguém sabe onde poderei encontrar um sorriso com duração máxima de oito horas? Falar em permuta seria injusto porque o que daria para troca são lágrimas profundas e acho que ninguém merecia ficar com isso. A melhor solução seria uma espécie de aluguer mas isso requeria uma encomenda prévia e eu não contava com esta necessidade.
Existe a expressão popular "levei com um balde de água fria" mas o que na realidade se passou é que essa água com o passar dos meses e afecta à salterações climatéricas assustadoras da nossa era, acabou por congelar. Em vez de água em estado líquido, surgiram estalactites como lanças directas ao meu coração e estalagmites pelo meu trilho.
Onde posso encontrar um sorriso?
O meu pai responderia: tens que o ter.
Tudo bem, poderei inventar mas e o que faço às lágrimas que tendem a agarrar-se às lentes de contacto provocando uma visão aguada da vida?
Um rígido superego diria: desemerda-te.
E aqui vou eu ...
27 abril, 2010
Quero acreditar e acredito
Nunca o bailadado me desperou (tanto) interesse e até excitação como nos outros dias e hoje.
Eu que nunca crio muitas expectativas, estou com patamares elevadissimos.
Must be the one!
(please)
25 abril, 2010
A "coisa linda adorada da tia" fez 3 anos!
A minha capacidade descritiva é insuficiente para descrever a alegria que o M. sentia ou a intensidade do reflexo da mesma em todos nós ...
À semelhança do ano passado fiquei responsável pelo bolo da creche e valeu em muito o meu esforço na procura de alguém que fizesse uma nave espacial em 3D no topo de um bolo que seria o céu estrelado. Acreditem que o bolo com a nave superou a nave brinquedo que lhe ofereci.
22 abril, 2010
Há o "pi-pi" e não só
Hoje em dia já é mais dificil corar mas esta semana corei e comecei a rir com o absurdo da situação. Estava a tirar o carro de um lugar situado numa espécie de separador central mas em que a manobra estava dificultada por um carro quase colado ao meu quando uma camioneta simpaticamente parou para me deixar sair. Aproveitei para me pôr em marcha mas antes que isso acontecesse, a "camioneta" soltou uma espécie de buzina falante cuja frase não recordo mas que roçava a ideia de "vá, força com isso. Dá-lhe" e consegui ouvir os risos que se geraram à nossa volta. Desconhecia tal potencialidade das buzinas.
Numa compra de um gelado com trocos, numa mão tinha uma pequena carteira só com moedas e na outra o dinheiro destinado ao pagamento. O que é que o meu cansaço fez? Entregou a carteira à senhora que desatou a rir, acompanhada por outra vendedora.
Rejeito a hipótese de raridade
Tenho momentos agudos e limitados de grande preocupação em relação ao meu pé em que a cronicidade inicia um tic tac ritmado. Finalmente o médico disse o que eu esperava ouvir, recomendou que procurasse uma segunda opinião que na prática será o sexto ortopedista que observará o meu pé.
Qual será o encaminhamento ou resolução propostos pela seguradora?
16 abril, 2010
Cansaço que se traduz num sucessivo não pensar e em imagens de vómitos que elucidam sobre o mal-estar.
Era um happening
Ontem a mãe do meu pai perguntou o que vou fazer nos meus anos e eu disse que não tinha pensado nisso e referi que ainda faltava muito tempo. Insatisfeita, perguntou se não gosto de fazer anos ao que eu respondi que desde que os pais se separaram perdi o gosto de celebrar porque me vi obrigada a dividir o meu dia, a quebrar a rotina e isso fez-me sentir obrigada a estar com as pessoas em vez de sentir que quero estar com elas.
Quando era pequena, vivia com uma certa excitação o aproximar da data. No dia, vestia sempre roupa nova e sentia-me radiante ... como se fosse um sol ... em que todos percebiam a alegria emanada por mim. Não será por acaso que este ano, na viagem que a minha mãe fez, reencontrou os pais de um rapaz que andou na minha turma até à quarta classe que comentaram logo as minhas festas no Jardim Zoológio.
Hoje em dia, quero lá saber. Já nem faço questão do famoso bolo de morangos que todos os meus amigos mesmo que não estejam comigo fazem questão de perguntar se vai haver.
Encontros passados presentes - Parte I
Cruzei-me em contexto profissional com o pai de um rapaz que andou na minha turma entre os quatro anos e o 9º ano. Apresentei-me e perguntei pelo filho e com uma rigida frieza conta que o filho tem uma grande depressão, não concluiu o curso mas que trabalha. Num ápice, inicia uma sucessão de elogios à filha mais velha que acentuam o fracasso que revê no filho. Em segundos, pensei na altura em que era amiga dele, nos momentos em que era apaixonada por ele sem ser correspondida, no período em que ele era apaixonado por mim sem ser correspondido, na raiva e zanga que isso desencadeou nele e naquilo que hoje se poderia chamar de bullying psicológico contra mim. Pensei na depressão que o pai situa no presente e lembrei-me da mudança de comportamento dele quando fomos para o ciclo com acentuada quebra de rendimento escolar e dentro de mim exclamei: a depressão dele vem dos 10 anos.
Do conjunto de recordações, sobrou um genuino: diga ao P. que eu mando um beijinho.
Não consigo desejar mal a ninguém.
Imagino-o com aquele tipico ar de ironia a receber o recado do pai e sorrio.
14 abril, 2010
E não é que cheguei a casa com o rabo todo molhado (acho que foi de correr e do "spray" que fiz tipo formúla 1). O cabelo menos porque tinha chapeu de enfiar , uma vez que raramente uso guarda-chuva.
13 abril, 2010
Na noite de domingo para segunda não conseguia adormecer devido a ter alterado o horário nas últimas noites e à excitação que antecipava para o dia seguinte. Dei por mim a pensar sem raciocionar rumo ao mundo onirico e recordo que construi uma frase daquelas que se mandam gravar numa campa quando finalmente se consegue iniciar um luto, finalizando o que resta da realidade morta. A frase era bonita e seria um bom resumo da minha vida mas esqueci as palavras exactas. Recordo que depois pensei: vou ser cremada, não preciso disto.
Para além de não ter apetite, agora juntou-se o não ter vontade de comer.
Nota: 10 minutos depois de ter publicado este post vi um anúncio de um spray para reduzir o apetite e emagrecer e pensei: basta espirrares para alguém (loool).
Não quero morrer muito velha: não quero assistir à morte e sofrimento de quem gosto.
Não quero sentir sozinha a solidão.
Não quero renovar sucessivas dificuldades, cristalizando-me num somatório de incapacidades.
Às vezes desejo ver o futuro para ver se vale a pena...
Quanto mais tarde saio do trabalho, menos vontade tenho de sair. Hoje só me apetecia dizer: fico aqui já para amanhã.
12 abril, 2010
11 abril, 2010
Pensar com tempo
Perante o cenário de estagnação, há alguém que surge com uma nova ideia (pronta a usar se quisessem) que visa a promoção de uma melhor eficácia profissional ao grupo. Nessa altura, surge alguém que crítica não só o que foi apresentado como o que é norma há vários anos (nunca havia se pronunciado) e no dia seguinte apresenta uma outra hipótese alternativa (ainda por se estruturar) quando sabia que para haver mudança essa devia ter sido apresentada semanas ou meses antes. Um dia após esse, traz novas ideias que com simples questões desvanecem na sua falta de rigor. Foi-lhe dada a possibilidade de ramificar o estruturado, criando um complemento como quisesse.
Com toda a calma, perguntou-se porque não o tinha feito antes?
A resposta que surgiu foi a falta de motivação.
Resposta bem válida mas que não pode invalidar o esforço dos outros.
O que sentimos do outro? O que esperamos do outro?
Fiquei surpresa com uma observação que me foi feita e isso irá me obrigar, a seu tempo, rever o meu posicionamento nessa amizade.
O que o outro sente de nós?
O que o outro espera de nós?
Coisas que acontecem
Na última vez que fui ao cinema, tive que mudar de lugar porque o rapaz que estava sentado à minha frente tinha um cabelo muito volumoso e eu não conseguia ver a segunda linha das legendas.
09 abril, 2010
O correio de marco e carteiro
Não gosto de abrir cartas, acho que não fazem muito sentido em existirem, o desperdicio de papel incomoda. Isto faz com que me esqueça de ir à caixa de correio.
Esta semana fui e tinha um prazo para enviar uma carta que não precisava de selo (facilitaram a vida) mas não foi assim tão fácil encontrar um marco que não me obrigasse a desviar um bocadinho do percurso trabalho-casa. Fartei-me de rir quando me cruzei com uma carrinha dos ctt, só me apeteceu parar ao lado e entregar o envelope. Acabei por ir ao marco que conhecia.
