Após uma semana de intensa fisioterapia, o pé já começa a ser pé mas ainda está longe de ser o pé que preciso.
O fisioterapeuta aconselhou a andar sempre de ténis que tenham suporte plantar. Como devem imaginar eu não tinha ténis em casa, não usava e não gosto de ver. Na adolescência usei os clássicos Keds (sempre sem atacadores), All-star e os Redley - escolhas que ilustram projectos de ténis e não verdadeiros ténis.
Como cumpridora e maior interessada na recuperação, fui de imediato à procurar de uns que tivessem essas caracteristicas mas que tinham que ser igualmente discretos.
O meu lado feminino já tinha sido abalado por ter deixado de usar saltos altos, tendo partido para sapatos rasteiros que me fazem sentir uma pata-choca e agora com ténis! Nestes últimos anos, passei a me vestir de baixo para cima: via se pé estava inchado, se ia chover ou não e escolhia o sapato adequado e só depois a roupa toda (muito desinteressante).
Se tenho que usar mesmo ténis, tinha que encontrar uns especiais e consegui (são pretos e queria castanhos mas não fizeram nesta colecção, parte chata): uns easytone da Reebok, são simples e dão pouco nas vistas e, segundo consta tonificam os músculos das pernas e do rabo (mesmo que seja placebo, facilitou o aceitar andar por aí de ténis). Antes de começar a usar, mostrei ao fisioterapeuta que aprovou. São muito confortáveis, parece que ando nas nuvens.
Ah, dei uma gaffe. Queixei-me que desde a queda sou baixota e não reparei que o fisioterapeuta tem menos 8 ou 10 cm do que eu. Ups!