30 abril, 2009

Ligações

É uma realidade que alguns tentam negar mas sempre que o meu sobrinho vomita, passados dois dias estou eu nesse lindo estado. Há uma partilha gástrica directa e fulminante (já emagreci um pouco mais de 2kg em 24 horas).
Isto faz-me lembrar o filme "ET - o extraterrestre". De que modo?
Pois bem, há uma parte do filme em que o que o ET sente é igualmente sentido pelo seu amigo Elliott. Acho que estamos na mesma baseline, até à primeira gastroenterite do M eu só tinha tido registo de uma e agora já vamos em 4 ou 5.
Agora sobre a vivência do filme:
. a minha irmã gostava muito de o ver e o nosso avô era dono de um dos cinemas e tinha em casa todos os filmes infantis sem legendas ou "dobradices", por isso viamos o filme lá em casa com frequência;
. tinha muito medo de ver a parte em que o ET estava doente, deitado numa estrutura cilindrica transparente. Durante muitos anos pensei que estar em coma era estar dentro desse espaço.
Sem mais nada.

Universo infantil

Quando fiz o "bolo de cá" fiquei a pensar num bolo que tinha visto e acabei por mandar fazer para mim. Adoro laços, sempre gostei tudo o que tem laços e a descrição do recheio de leite condensado ficou bem presente na mente ... comi pouco no dia e agora estou doente e com bolos no frigorífico sem poderem ser comidos.
Todos os anos fazem-me o mesmo bolo de anos que eu adoro e que os meus amigos perguntam sempre se o bolo estará presente (deve ser das presenças mais constantes dos últimos anos na minha mesa).
Hoje escolhi a fotografia deste bolo bem infantil (reconheço) para contar três episódios com bebés:
. no dia dos meus anos, os meus amigos ficaram a saber com probabilidade elevada que vão ser pais de um rapaz. Estão radiantes porque era o que o pai mais desejava e o que eu sempre disse que seria mal me contaram que iam ser pais;
. uma amiga minha mãe de uma bebé que faz um ano no próximo mês (já escrevi sobre a bebé, refiro-me como a minha bebé preferida) telefonou-me e disse para a filha me mandar beijinhos e com o auricular conseguia-se ouvir o barulho produzido com o toque das mãos na boca. Tão querida!;
. no dia seguinte, não estava nada à espera de mais um presente de uma pessoa que trabalha no mesmo sítio que eu. Recebi uma moldura com a fotografia da filha dela com 4 meses na altura ao meu colo lá no nosso trabalho. Foi mesmo inesperado até porque nunca tinha chegado a ver a fotografia;
Só bebés, crianças pequenas...
Já nos anos do M passei algum tempo com o bebé F ao colo (8 meses e cenourinha) e deixei-o deslumbrado com os sons, cores e luzes do pianinho do M que tocou com satisfação.
Enquanto escrevia comecei a reflectir e concluí com alguma tristeza que as crianças hoje em dia devem ser a minha melhor companhia ... Não me criticam, não me julgam, divertem-se genuinamente, fazem me sentir segura e "crescida" e criam oportunidades de trocarmos lindos sorrisos.

Para que saibam

Sim, consegui apagar todas as velas num só sopro.

Poder da mente

Ontem fiz uma proeza extraordinária.
Estou doente e precisava de fazer chá mas o bule estava num armário muito alto onde só chegaria com apoio de um banco mas não me sentia com forças para ir buscar um. Fiquei a olhar para cima, percebi que não havia hipótese de dar um toque e faze-lo cair e então fixei-me e pensei "desejo que ele caia" e passados uns segundos o bule azul arrumado ao pé de outros dois caiu. A minha mãe ficou a olhar para mim surpreendida.
É pena não conseguir para coisas fundamentais e tão desejadas há tanto tempo ...

28 abril, 2009

And so it is

Via-o como um SEM FIM DE TEMPO mas já não posso fugir.
Verei-o como um TEMPO SEM FIM em que procurarei o que sempre quis.

26 abril, 2009

Prelimpimpim

Sinceramente há pessoas muito distraidas ou com falta de noção temporal.
No último mês tenho ido quase todos os dias buscar o M. à escolinha e depois vimos para minha casa. É frequente encontrar um ou outro vizinho, quase sempre os mesmos que vejo noutros horários e a maioria homens e não é que dois deles pensaram que era meu filho e até perguntaram se tinha mais:
- Hello! Alguém me viu grávida? Andei gorda sem notar? De onde aparecia um bebé daquele tamanho, só adoptado.
Claro que no fundo é delicioso pensarem que podia ser meu e que temos algumas parecenças.
O meu receio, cada vez maior, é não conseguir ter um filho tão fantástico como o meu sobrinho.
Por outro lado tenho uma capacidade enorme de acolher qualquer criança, dou colo a todos com prazer e satisfação. Esqueci-me de referir que na festinha da escola uma menina muito pequenina só chorava e para a acalmar, decidi dar colo e ficou de facto mais tranquila e como veêm a menina não me era nada mas naquele momento achei que tinha que lhe dar tudo o que conseguiria.
Sou assim ...

Decisões decididas

Não gosto de ter que fazer coisas que não me apetecem só para evitar mais problemas.

É a tua cara ...

Na sexta-feira cruzámo-nos com a minha irmã numa grande superficie comercial. Quando a vimos, sorri porque estava a segurar uma peça de roupa que eu tinha comprado há umas semanas para vestir no dia dos meus anos. Aproximei-me e atrás dela disse "não compres que eu já comprei", recebi como resposta "sua estúpida, teria comprado se não tivesses aparecido e depois tinhas tu o trabalho de trocar e eu estava despachada", ah ah ah.
No meio de milhares de coisas que por ali havia, tinhamos escolhido a mesma.
Sim, era a minha cara e estará no meu corpo.

Sempre em festa

Não, não me estou a referir à loja que marcou parte da minha infância e que até esteve presente na festa mas sim à sequência de celebrações.
O M fez dois anos! Sim, já são 2 com tamanho de 4!
Tive o previlégio de tratar da escolha do primeiro bolo partilhado em contexto escolar. A opção não era difícil, queria algo que ele gostasse muito e que fosse apelativo para os restantes meninos e meninas. Com orientações da minha amiga luso-brasileira-francesa que até domina imenso os nossos recantos sem permanecer muito tempo por cá (pelo menos quanto nós gostaríamos), lá fui a uma pastelaria pedir para fazerem um cão em três dimensões. O bolo de "cá" ficou muito engraçado, era uma cabeça de um dálmata com a língua de fora.
Chegámos à sala de refeições onde estavam todos os meninos e pedi para adivinharem que animal estaria no bolo do M. e um rapaz disse logo "cão" e começaram todos a ladrar. Que queridos!
Depois o M. enfiou várias vezes o dedo na língua do cão como eu previa, um outro menino andou animadamente a arrancar as pintas e uma outra menina a puxar as orelhas.
Consegui atrair a atenção de todos e espero que tenha igualmente contribuido para a semente do desejo e excitação de partilhar o dia de aniversário com os amigos. Eu adorava, levava bolo para a escola até ao quarto ano e a professora dizia para escolhermos um amigo que nos ajudasse a distribuir o bolo pelo resto da turma. A responsabilidade de escolher e de ser escolhida era de uma importância marcante.
Na semana anterior, aproveitando as bolinhas de sabão, ensinei a assoprar mas o folgo ainda não foi o suficiente para apagar a vela mas será mais eficaz do que eu que aos três anos ainda assoprava para dentro e tenho uma fotografia ao colo da minha mãe a chorar porque não conseguia apagar a vela. Agora, todos os anos tenho um objectivo: apagar todas as velas (não gosto de velas com números) num só sopro! O ano passado consegui, daqui a uns dias digo o resultado deste ano.
É tão bom ter o poder e a possibilidade de dar aquilo que sentimos e pensamos ser o melhor para alguém e sobretudo para a "coisa" linda e adorada da tia.

22 abril, 2009

"Não há" (sic M.)

A indisponibilidade relacional de algumas pessoas é impressionante. O curioso é que acho que nem para elas próprias estão disponíveis.
O que fazem? Vagueiam com os outros pensando que é pelos outros.

18 abril, 2009

Há tempo e tempos

Sinto-me uma formiguinha, com um elefante às costas e a exigirem que me comporte como um leão.

17 abril, 2009

Sem registos de mim.

09 abril, 2009

Contagem decrescente

Daqui a pouco tempo farei anos, a idade que sempre achei que seria o ponto alto da minha vida. Olho para o que tenho e confronto-me com a distância a que me encontro desses desejos.
Esta idealização está a massacrar-me, sinto uma intensa pressão para tomar decisões a todos os níveis numa corrida contra o tempo.
Será uma vantagem saber o que se quer mesmo não se tendo?

08 abril, 2009

Beleza proporcional ao tamanho

Já que falei em algo que me deixou atenta, tinha que forçosamente falar na "coisa mais linda" que vi no último mês.
Um ser lindo, com uma postura elegante e uma beleza inigualável. Cruzei-me com ele duas vezes na mesma zona de Lisboa e nas duas deu vontade de encostar o carro para ficar a olhar. Põe qualquer homem/mulher a um canto, sem exagerar.
Vou tentar ser mais específica, é um ser preto com tamanho de urso mas que não o é. Tem quatro patas, um pêlo sedoso lindo e um tamanho descomunal. É um senhor cão que faz uivar.
Perfeito, perfeito seria se tivesse olhos azuis.

Simplicidade bem conseguida

Hoje vi uma coisa simples mas genial: como nunca tinha pensado naquilo nem visto anteriormente?!
Agora ficaram curiosos, será assim tão extraordinário?
Digamos que teve a capacidade de suscitar curiosidade, de me pôr a observar atentamente, de me obrigar a resistir e de me ter deixado ficar a pensar.
O que vi foi bolo de bolacha individual!
Faz todo o sentido, vejamos: se usamos bolachas Maria redondinhas, porque não fazer uma torrezinha de bolachas, barrar e deixar pronto a servir?
Já tinham visto ou pensado nisto?

Gummy vs Gummy e todos ursos

Ia começar a escrever o post e ri-me com o final que será inicio:
Mais um divertido video que passa no Canal Panda, desta vez do ursinho Gummy. Esta música fica no ouvido e quando deres por isso estás a cantar sozinho esta música.
O meu objectivo era escrever sobre a música que ouvi durante a última semana no meu carro sempre que regressávamos do Jardim de Infância, passeávamos ou iamos para as casas. Para tornar as viagens simpáticas, peguei no primeiro cd que encontrei "O Festival do Panda" e ingenuamente pensei "deve ser giro, teve tanto sucesso". Raramente passámos da segunda música, o M na transição dessa para a seguinte dizia "Más" com o seu resquício de castelhano mas sozinha explorei as músicas restantes e reconheço que escolheu a música mais chata, cansativa, irritante de todo o cd.
Sim, fica na cabeça e dá vontade de ir a uma candy shop e atacar as gummy bears com um sorriso sádico.

Na pesquisa inicial que fiz não tive coragem de assistir ao tão famoso vídeo do ursinho que descobri ser verde; só de falar na música ela tocou no meu ausente cérebro.
Antes fossem os simpáticos Gummy Bears da minha infância com uma música bem estimulante.

Quando com um speech ficamos speechless

Para Sílvio Berlusconi, os desalojados pelo sismo em Itália enfrentam estes dias como «um acampamento de fim-de-semana». A declaração do primeiro-ministro italiano foi proferida ao canal alemão N-TV, num comentário às condições de auxílio às vítimas. «Eles têm tudo o que precisam. Têm apoio medico, comida quente... Claro que o local onde estão é temporário, mas deviam encarar a situação como uma fim-de-semana de campismo», referiu, em entrevista.

06 abril, 2009

Cozinhas: fumo e cheiro a queimado

No fim-de-semana evitei um incêndio quando estava sozinha com o M na casa dele. Consegui que ele não percebesse que havia algo estranho na cozinha, inventei formas de lá ir sem que fosse seguida.
Ainda bem que as lentes de contacto aumentam a minha sensibilidade ao fumo.
Recordei as chamas do incêndio na minha cozinha, quando ainda andava na escola primária. Assistir aquele acontecimento marcou-me imenso, fui eu quem correu para pedir ajuda aos vizinhos do andar debaixo. Segundo eles, pensaram que a porta ia cair.
Era pequena, com igual determinação e capacidade de resposta.

Não me permito ter

Tenho mais esperanças e desejos do que deixo transparecer. Assim, sou a única que vejo que não os alcancei e a frustração é única e não partilhada.

05 abril, 2009

Polimerização mental

Nota: Irmã M, recomendo esta leitura em casa e não no local de trabalho. Respeita e cumpre o que a pequena M te aconselha.
Na recta final de um duro e b_il_a_t_ (é para a própria não conseguir ler o que penso) doutoramento, enviou-me os agradecimentos, capítulo que me faz sempre chorar.
Não me foi enviado com o objectivo de ver o meu nome lá, nem eu esperava isso... Foi com muito interesse e orgulho que fui vendo de longe o trabalho a crescer, tive a oportunidade de ler algumas partes embora me mantenha como completa leiga no assunto.
Posteriormente, decidi ir ler os meus agradecimentos da tese de licenciatura e fiquei a olhar para o nome de duas pessoas que desapareceram completamente de circulação nos últimos anos e que até tive dificuldade em as recordar. De facto foram importantes para aquela fase mas como outras referidas, acabou a contribuição mas o agradecimento justificou-se por completo.
No que diz respeito ao que digo à minha irmã, tive um "arrepio mental" com a actualidade do escrito e passo a citar: "À M., mais do que agradecer espero que o meu estudo ajude a encontrar respostas passadas, presentes e eventualmente futuras".
O futuro a que me referia não é de todo este teu presente, acredita em mim.
Quando vieres cá a casa, levas finalmente o exemplar que ficou prometido e que por incrivel que pareça após estes anos todos terá verdadeiramente mais sentido.
Fiquei um bocado atordoada ... enfim.
Palm Springs Real Estate