31 agosto, 2008

30 agosto, 2008

Conexões

Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Tom Jobim, Corcovado
A intensidade do mês de Agosto exige essa calma para pensar e desconfio que durante muitos dos próximos meses.
Foi com pesar que recebi a notícia de que a chimpanzé Maca faleceu recentemente vítima de várias lesões internas com causas ainda por determinar.
Tenho uma amiga bióloga que reside fora de Portugal e que como tema de tese de mestrado escolheu analisar a relação mãe-cria e durante o último ano, todos os dias se deslocava para fazer os seus registos observacionais e digitais.
Tive a honra de ir vendo a chimpazé crescer, tornar-se mais autónoma e ver os cuidados da sua mãe, bem como o crescente interesse de alguns membros da sua comunidade pelos seus movimentos.
Algumas vezes, nos primeiros meses de vida da chimpa, brincávamos e comentávamos as conquistas que o meu sobrinho ia fazendo e comparávamos com as dela. Uma vez enquanto falávamos no msn, ainda me ri imenso porque a fotografia dela era a mãe com a cria ao colo enquanto que a minha era eu com o M ao colo ... alguma semelhança era mera coincidência (M mãe de M, não te zangues!).
A recolha de dados terminou no mês de Junho, tendo a minha amiga vindo para cá fazer a sua análise, escrever a tese e passar alguns dias de férias com a família e amigos.
No regresso, recebeu a notícia que o seu objecto de estudo tinha morrido.
Por maior infortúnio que tenha sido, felizmente a recolha de dados tinha sido finalizada e assim agora ela poderá fazer a única homenagem que uma chimpanzé tão pequenina alguma vez teve.
Curiosa as questões de timming, apesar de tudo acredito que foste abençoada e que o que lhe aconteceu pela descrição poderia ter ocorrido ainda no decurso do teu trabalho e aí seria uma dupla fatalidade.
Agora fá-lo por ti, por ela, pela mãe e por todas as crias que possam vir a nascer em cativeiro.
Na altura não te cheguei a dizer mas sugiro que escrevas um artigo de discussão com aquela hipótese que colocaste e que aí sim, discutes o antes e o depois que a meu ver nem deverá constar na tese por esta ter os prazos definidos. Podes com isso alertar para maior vingilância nos cativeiros e proteger outras crias da grande da família dos primatas.
PS: Não te pedi autorização para pôr a fotografia por estares ainda mais longe e incontactável mas espero que não te sintas incomodada. Sabes que devo ter sido das pessoas que maior interesse foi demonstrando visto adorar animais e o estudo do seu comportamento.

From Californication into Californifrustration

David Duchovny internado por ser viciado em sexo Actor está numa clínica de reabilitação para se curar da sua dependência.
O actor David Duchovny foi internado numa clínica de reabilitação para se curar do seu vício por sexo, declarou o advogado do actor à revista People. «Eu entrei voluntariamente num centro para me tratar do meu vício por sexo», declarou o actor num comunicado. «Eu peço respeito e privacidade pela minha mulher e pelos meus filhos enquanto estivermos a lidar com esta situação», concluiu. Esta dependência recorda a personagem que o actor interpreta na série «Californication». Hank Moody é um escritor numa crise criativa que se entrega ao sexo, ao álcool e às drogas.
In www.modaesocial.iol.pt, 29 de Agosto de 2008
Ironias do destino.

28 agosto, 2008

Ui

Ao ler a seguinte notícia a minha dor foi atenuada (enquanto durou a leitura, lol):
Duas jovens detidas em Lisboa pela polícia escondiam, na vagina, 1500 euros e artigos de ouro e prata, revelou hoje o Comando da Polícia de Segurança Pública de Lisboa.
In Lusa/SOL, 28 de Agosto 2008

Dito entre dentes:

P#rr& que esta m$rd% dói como tudo!
Tinha planeado deixar um balanço para dias futuros mas estas horas já bateram a outra vez.
Ainda bem que foi escolhida esta sequência porque se tivesse sido ao contrário só lá teria ido a primeira vez.

Segundas vezes

Sem dúvida que me custam mais, sinto uma ligeira tensão que não existia em Junho.
Racionalmente fiz tudo como antes, ontem abasteci-me de oito sabores de gelados e já estou prevenida para o que possa acontecer no curto trajecto de lá até casa.
Normalmente não tenho expectativas quando parto para novas coisas e o facto de estar com expectativas tão elevadas neste momento devido ao excelente curso e evolução do processo é que me torna receosa.
Enfim, desejo é voltar a fazer tudo sozinha como acabou por acontecer da outra vez.
Sim, eu sozinha a deixar que tomem conta de mim.
Sozinha.

27 agosto, 2008

Falta de encaixe

A cidade está inundada por anúncios ao novo Um Bongo que tem adicionado morango e em que comentam que chegou um novo sabor à selva.
Tenho dificuldade em lidar com mudanças, a música jamais esquecida da festa de oito frutos será agora 8 + 1?!
Por outro lado, não consigo ver um morango associado ao contexto da selva. O morango é por excelência um fruto delicado e conotado com sensualidade e até com sexualidade.
O meu pensamento seguinte foi imaginar um parceiro em contexto de intimidade sexual a dizer a certa altura: Ah minha mula!

Retorno

Anteriormente reclamei aqui mesmo das batidelas e riscos que têm feito no meu carro no parque de estacionamento do meu local de trabalho.
Hoje trago o que chamei de retorno.
Cheguei mais uma vez bem antes da minha hora, enquanto fui à mala deixei a porta aberta e vejo o senhor do carro ao lado a fazer sinal porque também queria sair e tinha a minha porta no caminho. Muito rapidamente fechei e pedi desculpa e o senhor começou a comentar que eu até tinha deixado distância entre os carros suficiente para não andarem as portas a bater e que naquele parque já lhe deixaram muitas marcas. Numa oportunidade empática e de queixume, contei o sucedido e mostrei a dianteira do carro com ar de dona insatisfeita. Nesse momento, o senhor fala numa pasta polidora, abre a mala dele, pega num pano e começa a esfregar o meu carro até ficar sem marcas.
Fiquei completamente maravilhada, o meu lindinho de volta à sua verdadeira cor!
Agradeci, apresentei-me e apertei-lhe a mão. Em troca recebi dois beijinhos e não se apresentou ... não faço ideia em que departamento trabalha mas vou investigar.

26 agosto, 2008

Perdas

Sinto como se tivesse um projector ao nível do cortex pré-frontal que me surpreende com flashadas de momentos passados e aparentemente esquecidos.
Pensando que sempre fui considerada como uma pessoa com uma óptima memória, nem imaginam a quantidade de coisas que tenho vindo a recuperar.

Apaixonante

No mês passado em conversa dita de corredor conheci um famoso escritor que me deixou completamente rendida e encantada e desejosa de o voltar a ver para pedir que me dê um autografo.
De imediato fui literalmente a correr conhecer os seus livros e, curiosamente optei por comprar o primeiro de todos que já terminei e ando presa a outro que emerge nos meus tempos mortos e que me leva para níveis de paixão e de esperança elevadissimos.
Ler as suas descrições, a abordagem das relações, as declarações permitem-me ver e acreditar que os corações podem sentir e que nem sempre rebentam e nem sempre se destroem.
Quando falava entusiasmada deste último livro à minha mãe, fui interrompida e chamada à atenção para uma eventual mudança no meu pensamento: já não sei se é melhor ter tido e deixar de ter ou nunca ter tido ... não vou pensar nisto agora.
Mudanças, perspectivas, maturidade, sofrimento, reflexões - espero estar a aprender a viver.

Mais de ontem

Uma pessoa que trabalha comigo deu-me a ler o seguinte poema de uma poetisa já por mim anteriormente citada e que gostei muito de ler na altura.
Ou isto ou aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . . e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Cecília Meireles, 1964
Agora transcrevo a pensar na Mariana e na Ana, mais concretamente nas grandes etapas profissionais que ambas atravessam e aproveito para lhes dizer que façam o que fizerem terei sempre muito orgulho nelas.
Não sei se vos ajudo ou se vos inquieto
com as minhas múltiplas questões e reflexões.
Sei que acredito no vosso trabalho mas sobretudo em vocês.

Por uns pagam os outros

Ontem subitamente decidi procurar umas calças que usara pela última vez há três anos, no dia em que inesperadamente (para quem acompanhou o meu blog anterior, ainda se mantém o adjectivo inesperado associado a esse fim) o meu ex-namorado terminou a relação. Desde então nunca mais as tinha vestido, não sei se por zanga se por tristeza se por receio que de alguma forma fossem proporcionarem uma má sorte e quando as vesti pensei: vamos lá ver como o dia corre...
A meio da manhã foram-me entregar uma carta com um convite para ir dar uma formação pós-graduada, convite esse feito por pessoas que não me conhecem mas ouviram falar no meu nome em associação com a área de interesse da formação.
À tarde quando me fui despedir da minha irmã o primeiro comentário que ouvi foi: Que calças tão giras!
Coitadas das calças, escondidas no armário estes anos todos como se tivessem sido castigadas pelo castigo que eu sofri.

25 agosto, 2008

Faz hoje 21 anos que me confrontei com a morte com maior consciência, apesar de mesmo assim ainda ser pequena.
Recordo que na noite de 24 para 25 de Agosto ter sonhado que o meu avô já gravemente doente ia morrer e faleceu.
Partiu mas deixou cá muito, muito para uma pessoa só mas pouco para aquilo que todos nós temos vindo a necessitar.

No mês de Agosto era costume nos comprar as melhores rainhas cláudias que encontrava e que eram vendidas por pacientes dele ou por pessoas que o admiravam imenso. Desde aí que gosto de as comprar em Agosto, comer sozinha, recatada no meu canto com o pensamento no passado e com um desejo imenso do reencontro futuro.

Nota:

Costumo centrar as fotografias mas desta vez o seu pequeno tamanho fez-me lembrar um selo e quis meter no canto superior direito visto esta fruta representar um dos elos de ligação e acredito que de comunicação que me alimenta de todas as formas e que nunca me desilude.

20 agosto, 2008

Maratona mental

Dou saltos em comprimento, duplos, triplos, como sei e consigo, do presente para o futuro na esperança de enquadrar e equilibrar tudo para que não sofra nem um milésimo do que eu sofri.
Sinto que à minha volta nem todos estão sincronizados e as barreiras por si só difíceis de saltar, recebem o atrito do vento que varre sonhos, desejos e vontades.
Hoje e sempre, luto com o objectivo de promover a protecção.
Ontem, hoje e sempre, luto com o objectivo de promover a protecção.

Exploração

Num desarranjo emocional apercebi-me que vivências recentes conduziram à noção de conceitos que até então me eram somente simbólicos. Agora sei realmente o que é:
. hipocrisia
. subjugação

. manipulação

. proveito

. falta de consideração

16 agosto, 2008

Leeeeegendas!

Enquanto estava a ver o filme WALL-E, na versão original como é óbvio, embora ache que na realidade não deva haver muita diferença, pensei no senhor que fez a tradução e legendagem e que infelizmente não me recordo do nome: se o conhecesse dava os parabéns por ter enriquecido o seu curriculum vitae sem grande esforço.
Estou certa que são oportunidades como esta que podem contribuir para o crescimento profissional quer se tenha muita ou pouca experiência. Chamem-lhe intuição, mistério, ideia, pressentimento ...

Genuinidade e ingenuidade

Marco Fortes, que esta sexta-feira falhou o apuramento para a final e terminou a competição no 38º lugar entre 45 concorrentes, com a marca de 18,05 metros, justificou o desempenho afirmando que «lançar de manhã é complicado».
«Cheguei à conclusão que de manhã só estou bem na “caminha”. Lançar a esta hora foi muito complicado. Apesar de ter entrado bem na prova, com dois lançamentos longos com mais de 19 metros, no último lançamento as pernas queriam era estar esticadas na cama», disse o atleta, em declarações à RTP.
In site da TSF a 15 Agosto 2008
Ao ouvir este comentário na televisão, surgiu a seguinte imagem mental: os descontos que "me fazem" todos os meses no meu ordenado ... why?!

15 agosto, 2008

No regresso:

O corpo dói. A cabeça está cansada. A alma triste. O espírito vazio.

Done

Primeira metade: superada ou será ultrapassada?
Palm Springs Real Estate